Independência e criatividade
26/10/2009
Fernanda Kraemer é uma jovem estilista que segue à risca o velho ditado: “se quer bem feito, faço você mesmo”. Fascinada por moda desde a infância, quando suas avós lhe ensinaram a costurar, Fernanda decidiu virar estilista depois de se formar em Direito. Como não seguiu carreira de advogada, a moça entrou no mundo da publicidade, e daí para o estilismo foi um pulo. Em 2006 ela resolveu fazer o curso de Desenho e Criação de Moda no Senac, e não parou mais, criando a marca Yuki Couture.
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Desde a pesquisa para a criação, compra do tecido, molde até a venda das peças, a responsável é Fernanda. Ela até tentou contratar outras pessoas, mas o acabamento não passava pelo controle de qualidade da estilista. Foi então que decidiu fazer tudo sozinha. Tudo mesmo. Mas se tem alguém que dá uma força pro trabalho dela é o marido, o fotógrafo Ricardo Lage, que clicou o único ensaio fotográfico da marca, tendo adivinhe quem como modelo? Para conferir as peças e poses de Fernanda, o endereço é: http://www.flickr.com/photos/yukicouture
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Depois de todo o processo de criação e confecção, ela vende as peças em seu ateliê, no bairro Boa Vista, em Porto Alegre, nas agências em que trabalha como produtora de objetos e ainda atende aos pedidos das amigas em encontros intimistas. Ela optou por não ter coleções. Vai produzindo as peças aos poucos, algumas vezes várias do mesmo modelo, variando sempre cor, estampa e tecido.
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Além de não depender de ninguém para as suas criações, Fernanda não recebe muitas influências externas: “Eu não faço moda dentro dos padrões atuais comercias. Faço o que quero, quando quero, da maneira que vai ser melhor para mim, sempre visando a qualidade e sendo fiel ao meu estilo”.
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Ela pode não ser influenciada, mas se inspira em muitas coisas para criar. O Oriente é a principal inspiração, em que Fernanda observa a mistura de cores, informações, texturas e autenticidade dos orientais se vestirem. Também, pode-se dizer, que ela se inspira na independência dos orientais, “na autenticidade e na liberdade de vestirem o que estão afim sem se importar no que os outros vão pensar e nem no que a sociedade quer ou decide sobre o que é moda ou tendência.”
Por Karol Denardin
Especial aspatrícias/Fotos Ricardo Lage
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