Na crise, se cria
23/9/2009
Adote esta idéia (será bom para você): a palavra recessão simplesmente não existe no dicionário de guarda-roupas prevenidos. Ainda que o fantasma da crise econômica esteja há um bom tempo rondando as semanas de moda e, principalmente, os bolsos de quem adora investir no closet, nem tudo está perdido.
Alguns truques vistos nas últimas passarelas merecem atenção especial por terem fôlego para levantar uma produção com um miníno de empenho e quase nada de dinheiro.
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Este é o caso dos laços, por exemplo. O detalhe que já está nas ruas e segue marcando presença em muitas coleções demonstra, de fato, ter mil e uma utilidades fashionistas. Para H&M e Louis Vuitton o lugar do adereço é na cabeça, a cor é chamativa e o tamanho, proporcional à ousadia do look, podendo ser micro ou over, neste último caso muito a la Minie Mouse.
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Já Paul Costelloe escorregou os topes até o pescoço e os aplicou em golas que destacaram os ombros, enquanto Luella Bartley também os levou um pouco mais abaixo para marcar com romantismo as cinturas.
Em ambos os casos, o recurso serviu para ajustar proporções e definir silhuetas que são obrigatórias para a próxima temporada. Na vida real, o mimo também pode atualizar acessórios, calçados e bolsas que sem ele continuariam esquecidos no fundo do armário.
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Outro santo de casa que promete milagres sem grandes investimentos é o cinto. Estreito (você precisa ter um), largo ou de espessura média, o item desfilou fechando blazers, camisas e cardigãs em passarelas como as de Paul Smith e Marc Jacobs, além de aparecer sobrepondo quase todas as peças da nova coleção Burberry. Os materiais surgiram tão múltiplos como os usos e foram do vinil à lona, passando pelo obrigatório couro. Cores? Depende do seu gosto, da composição e do estilo pretendido, mas certamente não depende do seu bolso.
Por Fernanda Silveira/Especial aspatrícias
Fotos Reprodução Internet
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